como num livro do Fitzgerald
, versão popular,
eu caminhei pelo hall
senti no pescoço
um vento gostoso
e o castelo desabou
sobre a minha cabeça
porque era de cartas
quinta-feira, 30 de julho de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
a cor dei
eu sei que eu tenho que fazer uma coisa bonita eu sei que tenho acordo sozinha um sorriso besta criança descobrindo jogo uma bomba do 12º andar explodem no ar estrelas ácaros mortos e feridos subvivem vamos fugir do cemitério dos vivos das flores de plástico pra onde se esconde mudo de medo o amor do mundo
segunda-feira, 11 de maio de 2009
algum glamour?
esse prédio está
cheio de rockstars sem fama
constelação
acima de onde ninguém passa
eu passo bem
cheio de rockstars sem fama
constelação
acima de onde ninguém passa
eu passo bem
domingo, 3 de maio de 2009
Henri se Desfaz - Parte 1
Henri desfaz-se da latinha de cerveja num lance suave com o pé que a arremessa para o outro lado da calçada sem ruído. Segue de volta à porta do prédio onde Sofia estava e limpa os dois pés no carpete da entrada. Aperta o botão que alertaria o porteiro. A porta se abre automaticamente.
Henri sobe as escadas de novo. Detem-se diante do apartamento. Gira a maçaneta. Nenhuma tranca ou impedimento.
Henri sobe as escadas de novo. Detem-se diante do apartamento. Gira a maçaneta. Nenhuma tranca ou impedimento.
segunda-feira, 23 de março de 2009
(per)versos
Henri subiu as escadas forte e silencioso, subiu até o sétimo andar. Só havia diante de si agora dois apartamentos. Ele detém-se diante do 701, ofega, prende, suspira. Desce as escadas mais rápido e baixo que subiu, faz que vai acender um cigarro, mas esquece.
Sofia, ainda sentada, olha para o pau dentro da calça, entre as pernas meio abertas, meio cruzadas, duro. O rosto do homem parece impassível. Ele olha apático para Sofia. Não insinua ou age com desdém. Sofia abre a calça, põe o pau dele na boca e chupa.
- Tem gosto de água sanitária, essa merda.
O homem mantém-se blasé, de pau duro. Agora, ele olha Sofia nos olhos. Parece doce, vira-lhe de quatro e enterra tudo de uma vez sem saliva no buraco de cima. Sofia grita.
- I like violence a little bit – ela diz, em inglês.
Henri ouve alguma coisa lá debaixo. Arrasta uma latinha de cerveja com o pé, suja o sapato.
Sofia, ainda sentada, olha para o pau dentro da calça, entre as pernas meio abertas, meio cruzadas, duro. O rosto do homem parece impassível. Ele olha apático para Sofia. Não insinua ou age com desdém. Sofia abre a calça, põe o pau dele na boca e chupa.
- Tem gosto de água sanitária, essa merda.
O homem mantém-se blasé, de pau duro. Agora, ele olha Sofia nos olhos. Parece doce, vira-lhe de quatro e enterra tudo de uma vez sem saliva no buraco de cima. Sofia grita.
- I like violence a little bit – ela diz, em inglês.
Henri ouve alguma coisa lá debaixo. Arrasta uma latinha de cerveja com o pé, suja o sapato.
sábado, 24 de janeiro de 2009
vrum vrum vrummmm
O motorista abriu a porta do carro, e Sofia saiu. Estava vestida com um decote discreto e tinha mais maquiagem no rosto do que costuma. Henri distraiu-se, e o homem de luvas abriu sua porta também, e fechou, despediu-se e saiu sem ser escutado.
No quarteirão, havia um café para onde Henri seguia. Um homem de terno abriu a porta pela qual Sofia entrou. O recepcionista e o maître, que conversavam sobre um balcão, viraram-se em silencioso cumprimento.
Embora luxuoso, o prédio era muito antigo – não havia elevador. Sofia subiu as escadas sucedida do mordomo da casa e, em breve, chegou ao terceiro andar. Boa tarde, senhora – ele disse. O anfitrião deixou-a diante de uma porta que estava trancada à chave, e Sofia viu uma segunda porta, esta aberta.
Caminhou em direção ao apartamento, via as costas de um grande sofá. Agora, à sua direita, podia ver uma mão, uma mão jovem e um copo de whisky com gelo. Viu uma garrafa de vodka ao lado da garrafa de whisky e um homem sentado, as pernas meio abertas, meio cruzadas. Sentou num sofá menor vazio em frente ao do homem.
No quarteirão, havia um café para onde Henri seguia. Um homem de terno abriu a porta pela qual Sofia entrou. O recepcionista e o maître, que conversavam sobre um balcão, viraram-se em silencioso cumprimento.
Embora luxuoso, o prédio era muito antigo – não havia elevador. Sofia subiu as escadas sucedida do mordomo da casa e, em breve, chegou ao terceiro andar. Boa tarde, senhora – ele disse. O anfitrião deixou-a diante de uma porta que estava trancada à chave, e Sofia viu uma segunda porta, esta aberta.
Caminhou em direção ao apartamento, via as costas de um grande sofá. Agora, à sua direita, podia ver uma mão, uma mão jovem e um copo de whisky com gelo. Viu uma garrafa de vodka ao lado da garrafa de whisky e um homem sentado, as pernas meio abertas, meio cruzadas. Sentou num sofá menor vazio em frente ao do homem.
sábado, 13 de dezembro de 2008
À meia noite, a gente vira abóbora
Certo dia, Cinderela
Bateu asas e voou
Passarinho dera a ela
Uma nave de tricô
Lá em Júpiter
Aquecida
A moçá só viu
Maçã
Fez um roque
Atrevido
Uma marchinha
Pro Irã
Ao chamarem-na:
- Comunista!
(oportunista, VJ de programa de entrevista - aí pode ser qualquer coisa...)
Cinderela se
Tocou:
- Nesta vida,
Sou artista
Ou encontro
O meu
,O meu o quê mesmo?
E caiu.
Bateu asas e voou
Passarinho dera a ela
Uma nave de tricô
Lá em Júpiter
Aquecida
A moçá só viu
Maçã
Fez um roque
Atrevido
Uma marchinha
Pro Irã
Ao chamarem-na:
- Comunista!
(oportunista, VJ de programa de entrevista - aí pode ser qualquer coisa...)
Cinderela se
Tocou:
- Nesta vida,
Sou artista
Ou encontro
O meu
,O meu o quê mesmo?
E caiu.
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