Henri subiu as escadas forte e silencioso, subiu até o sétimo andar. Só havia diante de si agora dois apartamentos. Ele detém-se diante do 701, ofega, prende, suspira. Desce as escadas mais rápido e baixo que subiu, faz que vai acender um cigarro, mas esquece.
Sofia, ainda sentada, olha para o pau dentro da calça, entre as pernas meio abertas, meio cruzadas, duro. O rosto do homem parece impassível. Ele olha apático para Sofia. Não insinua ou age com desdém. Sofia abre a calça, põe o pau dele na boca e chupa.
- Tem gosto de água sanitária, essa merda.
O homem mantém-se blasé, de pau duro. Agora, ele olha Sofia nos olhos. Parece doce, vira-lhe de quatro e enterra tudo de uma vez sem saliva no buraco de cima. Sofia grita.
- I like violence a little bit – ela diz, em inglês.
Henri ouve alguma coisa lá debaixo. Arrasta uma latinha de cerveja com o pé, suja o sapato.
segunda-feira, 23 de março de 2009
sábado, 24 de janeiro de 2009
vrum vrum vrummmm
O motorista abriu a porta do carro, e Sofia saiu. Estava vestida com um decote discreto e tinha mais maquiagem no rosto do que costuma. Henri distraiu-se, e o homem de luvas abriu sua porta também, e fechou, despediu-se e saiu sem ser escutado.
No quarteirão, havia um café para onde Henri seguia. Um homem de terno abriu a porta pela qual Sofia entrou. O recepcionista e o maître, que conversavam sobre um balcão, viraram-se em silencioso cumprimento.
Embora luxuoso, o prédio era muito antigo – não havia elevador. Sofia subiu as escadas sucedida do mordomo da casa e, em breve, chegou ao terceiro andar. Boa tarde, senhora – ele disse. O anfitrião deixou-a diante de uma porta que estava trancada à chave, e Sofia viu uma segunda porta, esta aberta.
Caminhou em direção ao apartamento, via as costas de um grande sofá. Agora, à sua direita, podia ver uma mão, uma mão jovem e um copo de whisky com gelo. Viu uma garrafa de vodka ao lado da garrafa de whisky e um homem sentado, as pernas meio abertas, meio cruzadas. Sentou num sofá menor vazio em frente ao do homem.
No quarteirão, havia um café para onde Henri seguia. Um homem de terno abriu a porta pela qual Sofia entrou. O recepcionista e o maître, que conversavam sobre um balcão, viraram-se em silencioso cumprimento.
Embora luxuoso, o prédio era muito antigo – não havia elevador. Sofia subiu as escadas sucedida do mordomo da casa e, em breve, chegou ao terceiro andar. Boa tarde, senhora – ele disse. O anfitrião deixou-a diante de uma porta que estava trancada à chave, e Sofia viu uma segunda porta, esta aberta.
Caminhou em direção ao apartamento, via as costas de um grande sofá. Agora, à sua direita, podia ver uma mão, uma mão jovem e um copo de whisky com gelo. Viu uma garrafa de vodka ao lado da garrafa de whisky e um homem sentado, as pernas meio abertas, meio cruzadas. Sentou num sofá menor vazio em frente ao do homem.
sábado, 13 de dezembro de 2008
À meia noite, a gente vira abóbora
Certo dia, Cinderela
Bateu asas e voou
Passarinho dera a ela
Uma nave de tricô
Lá em Júpiter
Aquecida
A moçá só viu
Maçã
Fez um roque
Atrevido
Uma marchinha
Pro Irã
Ao chamarem-na:
- Comunista!
(oportunista, VJ de programa de entrevista - aí pode ser qualquer coisa...)
Cinderela se
Tocou:
- Nesta vida,
Sou artista
Ou encontro
O meu
,O meu o quê mesmo?
E caiu.
Bateu asas e voou
Passarinho dera a ela
Uma nave de tricô
Lá em Júpiter
Aquecida
A moçá só viu
Maçã
Fez um roque
Atrevido
Uma marchinha
Pro Irã
Ao chamarem-na:
- Comunista!
(oportunista, VJ de programa de entrevista - aí pode ser qualquer coisa...)
Cinderela se
Tocou:
- Nesta vida,
Sou artista
Ou encontro
O meu
,O meu o quê mesmo?
E caiu.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Ser (ou não seremos?)
Edgar Allan Poe
sia
mês que vem...
Hoje tem
pó Ema
Thompson Bayer Roche
Ache-
-se
mês que vem,
tudo der certo,
suco de laranja
apenas
a penas
duras
(antes elas do que eu)
sereia
dona, dona, dona de si
me
tria
gem
dona de casa
Donna Lewis!
:
- Emas estão em extinção.
Nós também
tão bem
serenos
estomazis
Temo azia
Teimosia...
sia
mês que vem...
Hoje tem
pó Ema
Thompson Bayer Roche
Ache-
-se
mês que vem,
tudo der certo,
suco de laranja
apenas
a penas
duras
(antes elas do que eu)
sereia
dona, dona, dona de si
me
tria
gem
dona de casa
Donna Lewis!
:
- Emas estão em extinção.
Nós também
tão bem
serenos
estomazis
Temo azia
Teimosia...
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
uni versos
agora
uni versos
uni-dados
versão
aversão
conversão
x X y = 1
y X x = 1
verso
versus
inverso =
= universo = z = 1
x X y =
= y X x =
= 1/y X y =
= x X 1/x
= z = 1
universo = unidade
uni versos
uni-dados
versão
aversão
conversão
x X y = 1
y X x = 1
verso
versus
inverso =
= universo = z = 1
x X y =
= y X x =
= 1/y X y =
= x X 1/x
= z = 1
universo = unidade
sexta-feira, 30 de maio de 2008
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