eu parei pra pensar
o cânone da psicologia
da PUC repetia:
- A inveja é um sentimento muito comum.
penso
tanto quanto
o amor
ou o ódio,
mas a inveja
tem a vantagem de poder
se pretender
indiferente
de fato
e lógico que
nunca
será
de direito
ao homem
das pulsões
vamos às nossas
atividades
(hi)perm e/i tidas
vamos às nossas
atividades
espermicidas
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
poeminha do dia
hoje,
eu estou tendo um dia belo e produtivo
já quanto
ao meu quesito emocional
ou evoluo espiritualmente 200 anos
e não julgo
ninguém, nada
ou eu vivo uma vida careta
ou eu tomo no cu
eu estou tendo um dia belo e produtivo
já quanto
ao meu quesito emocional
ou evoluo espiritualmente 200 anos
e não julgo
ninguém, nada
ou eu vivo uma vida careta
ou eu tomo no cu
domingo, 11 de julho de 2010
de amor
a semana acabou
e continua aquela história que não dá pra responder
tudo é muito mais fácil na teoria
e agora eu perco tanto tempo
que
por que a gente não vai lá e faz e pronto
e chora no dia seguinte se for
eu juro ainda
vou aprender
a chorar sorrindo
e continua aquela história que não dá pra responder
tudo é muito mais fácil na teoria
e agora eu perco tanto tempo
que
por que a gente não vai lá e faz e pronto
e chora no dia seguinte se for
eu juro ainda
vou aprender
a chorar sorrindo
sábado, 22 de maio de 2010
melando a calcinha (ou é ainda mais simples)
eu não te amo
apenas porque
você fazgostoso muito gostoso
eu olho
pra você
e me dá vontade
de sorrir
apenas porque
você faz
eu olho
pra você
e me dá vontade
de sorrir
terça-feira, 27 de abril de 2010
domingo, 13 de dezembro de 2009
(desmando)
corra, menina, corra
estão com pressa todos
os coelhos de Alice
aqui embaixo,
tudo é superfície
o que existe
é o que acontece agora
Alice, tire os seus olhos
ceguetas do futuro
(em alto mar, arremesse
o baú com todos
os antigos tesouros;
eles não valem
mais nada)
...
quando foi mesmo
que você perdeu
as suas certezas?
te mando
um cummings
por dia
e sei que ele
é um invejoso
wake(up) girlgold
(alguém acende
a luz, e eu vejo
você deslumbrada,
deslumbrante fora do
casulo)
quando
foi mesmo que
eu perdi as minhas
certezas?
corro
estão com pressa todos
os coelhos de Alice
aqui embaixo,
tudo é superfície
o que existe
é o que acontece agora
Alice, tire os seus olhos
ceguetas do futuro
(em alto mar, arremesse
o baú com todos
os antigos tesouros;
eles não valem
mais nada)
...
quando foi mesmo
que você perdeu
as suas certezas?
te mando
um cummings
por dia
e sei que ele
é um invejoso
wake(up) girlgold
(alguém acende
a luz, e eu vejo
você deslumbrada,
deslumbrante fora do
casulo)
quando
foi mesmo que
eu perdi as minhas
certezas?
corro
sábado, 12 de dezembro de 2009
Cadela Rosa
Sol forte, céu azul. O Rio sua.
Praia apinhada de barracas. Nua,
passo apressado, você cruza a rua.
Nunca vi um cão tão nu, tão sem nada,
sem pêlo, pele tão avermelhada...
Quem a vê até troca de calçada.
(...)
(Tetas cheias de leite.) Em que favela
você os escondeu, em que ruela,
pra viver sua vida de cadela?
(...)
A piada mais contada hoje em dia
é que os mendigos, em vez de comida,
andam comprando bóias salva-vidas.
Você, no estado em que está, com esses peitos,
jogada no rio, afundava feito
parafuso. Falando sério, o jeito
mesmo é vestir alguma fantasia.
Não dá pra você ficar por aí à
toa com essa cara. Você devia
pôr uma máscara qualquer. Que tal?
Até a quarta-feira, é Carnaval!
(Elizabeth Bishop, 1979)
Praia apinhada de barracas. Nua,
passo apressado, você cruza a rua.
Nunca vi um cão tão nu, tão sem nada,
sem pêlo, pele tão avermelhada...
Quem a vê até troca de calçada.
(...)
(Tetas cheias de leite.) Em que favela
você os escondeu, em que ruela,
pra viver sua vida de cadela?
(...)
A piada mais contada hoje em dia
é que os mendigos, em vez de comida,
andam comprando bóias salva-vidas.
Você, no estado em que está, com esses peitos,
jogada no rio, afundava feito
parafuso. Falando sério, o jeito
mesmo é vestir alguma fantasia.
Não dá pra você ficar por aí à
toa com essa cara. Você devia
pôr uma máscara qualquer. Que tal?
Até a quarta-feira, é Carnaval!
(Elizabeth Bishop, 1979)
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