corra, menina, corra estão com pressa todos os coelhos de Alice aqui embaixo, tudo é superfície o que existe é o que acontece agora Alice, tire os seus olhos ceguetas do futuro
(em alto mar, arremesse o baú com todos os antigos tesouros; eles não valem mais nada) ...
quando foi mesmo que você perdeu as suas certezas?
te mando um cummings por dia e sei que ele é um invejoso wake(up) girlgold
(alguém acende a luz, e eu vejo você deslumbrada, deslumbrante fora do casulo)
Sol forte, céu azul. O Rio sua. Praia apinhada de barracas. Nua, passo apressado, você cruza a rua.
Nunca vi um cão tão nu, tão sem nada, sem pêlo, pele tão avermelhada... Quem a vê até troca de calçada. (...) (Tetas cheias de leite.) Em que favela você os escondeu, em que ruela, pra viver sua vida de cadela?
(...) A piada mais contada hoje em dia é que os mendigos, em vez de comida, andam comprando bóias salva-vidas.
Você, no estado em que está, com esses peitos, jogada no rio, afundava feito parafuso. Falando sério, o jeito
mesmo é vestir alguma fantasia. Não dá pra você ficar por aí à toa com essa cara. Você devia
pôr uma máscara qualquer. Que tal? Até a quarta-feira, é Carnaval!
Percebi uma mudança no discurso do meu analista. Se antes ele perguntava "Você lembra que já fez isso antes, no passado?", agora diz "Tem gente que faz isso". Matuto comigo a lástima gorda desse alguém que fui.
eu sei que eu tenho que fazer uma coisa bonita eu sei que tenho acordo sozinha um sorriso besta criança descobrindo jogo uma bomba do 12º andar explodem no ar estrelas ácaros mortos e feridos subvivem vamos fugir do cemitério dos vivos das flores de plástico pra onde se esconde mudo de medo o amor do mundo